Só escreve quem sente
(...) e então eu só queria um ponto final, mas antes disso eu precisava de uma boa história. Eu não tinha noção de como era, ninguém nunca havia me dito o quão sombrio seria passar por tempestades tão violentas. A cada caminhar que eu dava aquelas gotículas de morte me puxavam com força para trás, me atalhavam de ter pensamentos bons, de pôr os joelhos para trabalhar. Estava chovendo no deserto medial e eu estava desamparada. Não molhava, a chuva, mas chovia... Forte, como jamais chovera! Ele estava encolerizado, pranteando. Toda noite eu apanhava a mesma folha, garatujada, suja com o sangue do dedo cortado, bem onde havia descrito a 2ª Guerra Mundial para apresentar um trabalho no colégio, acabei deslembrando. Olhava o canto onde havia escrito “Há nada, onde deveria ter tudo. Cadê a história?”. Por dentro a Terceira Grande Guerra estourou, eu era um breu. O sangue era azedo e eu sentia o formigar de meus órgãos resistindo ao que eu estava sentindo. O que eu estava experimen...