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Carta Inacabada - 3

Camille, (...) mas como posso dizer que te amo, sem te amedrontar? Eu estou tentando te dizer a verdade... Mas este teu jeito, de despontar encanto e se perder logo após, me perturba. Eu sou um lobo de brinquedo em tuas mãos, sei que me deixas na chuva vez ou outra (onde cabe um sempre). Aqui estou para ser salvo, fiz de novo... Pus minha vida em chamas e te conferi o cuidado com ela. Temo dizer que poções foram feitas dentro e fora de mim em lugares escuros, acredite. E enquanto eu gritava pela ajuda de outras forças para ganhar teu amor, tu pescavas meus brados no ar. Sim, eu chorei junto com a noite e contei quantas lágrimas caíram... Apenas para manter meu pensamento ocupado. Calei o canto rotineiro de alma inerme, pois não queria que meu anjo mais belo se tornasse um caso fracassado, já que eles falaram tanto sobre um jeito certo de amar... Eu, de pronto, me pus entre todos os obstáculos possíveis para fugir à regra. Ah meu bem, eu te amo tão erradamente. É que eu te amo ago...

Carta Inacabada - 2

Camille, (...) eu tentei te colocar entre as linhas dos meus versos e te transformar em palavras todos os dias desde que deitei meus olhos em teu sorriso morno. Cada olhar que direcionava a mim implorava por ser encaixado em uma poesia. O som da tua voz, junto aos teus pequenos detalhes, puxava-me para um mar de doces termos que nunca se permitiam amolecer para que eu sossegasse meus dedos com uma dose inteira de ti. Hoje foi diferente, meu amor. Eu me sufoquei com o teu silêncio. Experimentei o gosto amargo que me trouxe a falta da tua teimosia e arrogância, invadindo a minha monotonia. Então só me restou confidenciar ao mundo a tortura de tua ausência que empata toda essa vida minha. E culpo, tão somente, a mim as conversas com o nada existirem. Falha minha ter gravado teu rosto tão afundo em minha mente. De lá você não sai. Miguel, teu lobo sofredor Thainá Seabra

Carta Inacabada - 1

Camille, (...) Perdoa a desordem que irei atentar e os versos que irei tecer para tentar perturbar os olhos que vêm bisbilhotando a morada da nossa história. Eu gastarei agora todos os clichês que eu domino, apenas por saber que não és a mesma Camille de tantas outras vezes e longas datas. Vamos nos conhecer novamente... Primeiramente, preciso dizer que já fostes cada um de meus amores incertos. Todos! Porque dentro de mim nomes são colecionados e o teu é uma válvula de escape, eu o usei ao falar de outros. Quem és desta vez? Vista um manto de temperamento turbulento e me golpeie com uma chuva de palavras ácidas. Pronto, agora tu és quem tu és. Prazer, Miguel, alguém que canta para ti nas noites de lua cheia e talvez em todas as outras. Carregador de um coração execrável que vem sido esmagado por ti. Miguel, teu falso lobo Thainá Seabra

I Can't Make You Love Me

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Apague as luzes.  Abaixe a cama.  Diminua essas vozes d entro da minha cabeça.   Deite-se comigo.  Não me conte mentiras, a penas me segure firme.  Não faça sermões. Porque eu não posso fazer você me amar, s e você não ama.  Você não pode fazer seu coração sentir a lgo que ele não sente.  Aqui no escuro, n estas últimas horas, e u entregarei meu coração.  E vou sentir o poder, m as você não vai.  Fecharei meus olhos, e ntão não verei o  amor que você não sente, q uando está me abraçando. Amanhã vai chegar e  eu vou fazer o que é certo.  Apenas me dê até lá p ara eu desistir desta luta.  E eu vou desistir dessa luta, p orque eu não posso fazer você me amar...
Lugar nenhum, 11 de abril de 2013, 18:08 PM Ser absolvido uma vez é bom. Duas, é alucinação... Amor meu, Que de ontem eu pudesse fazer meu sempre. Eu que já não ouço teus pensamentos, Camille, só peço para Deus que te guarde. Eu me evadi uma vez e diversas mil. Não, Camille, não porque não te amo. Porque amo. Não porque não anseio estar cada segundo dos meus dias diante de ti. Porque eis aqui o meu desejo. Não porque esqueci os sonhos que nós erguemos juntos. Porque ainda lembro. Apenas porque tenho temor de ser quem venho a ser. Eu me derreto entre papéis que eu jamais te confiarei, eu corro para fronteiras que não me escutam. Eu simulo não saber do que sei, para ver se tu fazes o mesmo e fica cega cara a cara com meu verdadeiro corte. Camille, eu não sou um lobo bom... Eu pranteio em meio a um acaso que te ama o tanto que me detestas. Ele expõe teu nome borrado nos fins de blocos imundos, faz chorar os olhos que leem os versos das cartas que tu nunca me oferecest...

Meu eu verdadeiro é uma farsa

Fogueira à mim? Amor, eu que te enganei, eu que te iludi, eu que menti empregando todas essas palavras... Amor, eu que tricotei meu outro eu, eu que me desfiz de mim, eu que ensaiei todas essas palavras... Amor, eu que pequei, eu que conspurquei uns versos malfeitos, eu que rabisquei todas essas palavras... Amor, eu cometi um crime? Apesar de tão vão, há pesar de mim em ti, ainda que nem mesmo eu acredite que possa compreender... Apesar de pesar tanto a consciência, será que seguirei escrevendo tanto quanto antes de te confidenciar minha ordinária vida de trapaceadora? Por simular todo esse tempo que sinto o que escrevo, que escrevo o que sinto... Mas então tu descobres que eu, desgraçada como sou, apanho as insuficientes e singelas palavras que me vem não tão facilmente, para fazê-las minha ganha. Para não criar vínculos afetuosos ou compromissos com a morte, com um peso no estômago. Hei de sacar meu coração e dar ao fulano da calçada, apenas para registrar em um cadernin...

A Parte Primeira

O tempo passou, Marina. Não que eu ainda me lembre da última vez em que conversamos. Eu não perco meu tempo, eu não gosto de relembrar, eu apenas me escondo, fujo... Mas como se em uma última vez os florejos permanecessem mais bonitos, a lua mais acesa, o ar mais breve. Como se a melodia ecoasse mais admirável aos teus pés. Marina menina, as palavras, que eu não careço de pronunciar, se diluem no céu… E me fazem compreender que eu jamais cantei, por que sei que os pássaros são melhores nesse feito... Mas que gênio seu ao escavar as quatro rodas... Eu nem sinto a sua falta. Não, Marina, eu nem me lembro de você... Mas se eu lembrasse eu sentiria falta do seu sorriso, dos seus fios que fluíam pelas suas costas desnudas. Lembrar-me-ia do prazer que eu experimentava ao ouvir sua risada invadir os cantos da casa, de como seus olhos traziam vida própria. Você vê como eu não necessito de você? Você mentiu, disse que ia aguardar a neve cair. Mas ela não esperou você voltar par...